O Amor

Chico Xavier

O Amor, sublime impulso de Deus,

é a energia que move os mundos:

Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.

Palpita em todas as criaturas.

Alimenta todas as ações.

* * *

O ódio é o Amor que se envenena.

A paixão é o Amor que se incendeia.

O egoísmo é o Amor que

se concentra em si mesmo.

* * *

O ciúme é o Amor que se dilacera.

A revolta é o Amor que se transvia.

O orgulho é o Amor que enlouquece.

A discórdia é o Amor que divide.

A vaidade é o Amor que se ilude.

A avareza é o Amor que se encarcera.

O vício é o Amor que se embrutece.

A crueldade é o Amor que tiraniza.

O fanatismo é o Amor que se petrifica.

A fraternidade é o Amor que se expande.

A bondade é o Amor que se desenvolve.

O carinho é o Amor que se enflora.

A dedicação é o Amor que se estende.

O trabalho digno é o Amor que aprimora.

A experiência é o Amor que amadurece.

A renúncia é o Amor que se ilumina.

O sacrifício é o Amor que se santifica.

O Amor é o clima do Universo.

* * *

É a religião da vida, a base do estímulo

e a força da Criação.

Ao seu influxo, as vidas se agrupam,

sublimando-se para a imortalidade.

Nesse ou naquele recanto isolado,

quando se lhe retire a influência,

reina sempre o caos.

Com ele, tudo se aclara.

Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.

Em suma, o bem é o Amor que se desdobra,

em busca da Perfeição no Infinito,

segundo os Propósitos Divinos;

e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

* * *


XAVIER, Francisco Cândido. Falando à Terra, Diversos Espíritos.